Há mais de duas décadas no encontro entre arte e cuidado — na Cerâmica Olubajé Aldeia, em Camaragibe, Pernambuco.
Minha trajetória como arteterapeuta nasceu da mesma matéria que minhas mãos já conheciam — o barro — e foi se aprofundando no diálogo com a psicologia junguiana, com os saberes do território e com a escuta do corpo. Na Cerâmica Olubajé Aldeia, esse trabalho se manifesta em duas propostas de oficina, cada uma com sua pegada própria.
Uma vivência de arteterapia com argila, voltada para grupos que buscam autoconhecimento, presença e expressão simbólica. Aqui o barro é mediador — não importa o resultado estético, mas o processo: o que emerge nas mãos, o que o corpo revela quando entra em contato com a terra.
Arteterapia · GruposUma oficina de ateliê livre com argila, com pegada mais lúdica e expressiva. Sem terapia explícita, mas com todo o potencial transformador do fazer com as mãos. Um espaço de criação, experimentação e alegria — aberto para adultos, jovens e crianças.
Ateliê Livre · Todas as idadesAs duas oficinas alimentaram, ao longo dos anos, uma pesquisa que hoje se organiza como proposta sistematizada. O Método M.O.L.D.A.R. é uma abordagem de argilo-terapia com base jungiana, desenvolvida para o trabalho com grupos, que integra movimento, expressão livre, escuta simbólica e ritualização.
É minha atual investigação — um caminho em construção, nascido da prática e orientado pela profundidade.